quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Cartoon Cast - Video #1

Na primeira edição do Cartoon Cast Video #1, conversamos com o professor André Reis sobre uma atividade desenvolvida no curso Informática para Internet na ETEC Aristóteles Ferreira. Ele pediu para os alunos fazerem uma animação para trabalhar alguns conceitos vistos em sala de aula. Ele também fala sobre os primeiros passos de quem está começando a fazer desenhos animados. E o aluno Michael Badini também fala sobre como foi fazer uma animação pela primeira vez. Veja como foi:

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

CartoonCast #1

Na primeira edição do CartoonCast, falamos sobre algumas curiosidades sobre o fantástico mundo fantástico dos heróis dos quadrinhos e também sobre o novo Homem Aranha.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Os passos de uma animação

Apresentamos hoje os passos necessários para se criar uma animação:

domingo, 15 de maio de 2011

O Meu nem tão Malvado Favorito

O longa da Universal Pictures apresenta as características de vilão que tem coração

Em muitos filmes, o vilão se destaca por seu desempenho e características. Nos longas de animação não seria diferente. Principalmente quando o vilão é o personagem central do filme. Em Meu Malvado Favorito, dirigido por Pierre Coffin e Chris Renaud em 2010 e com a distribuição da Universal Pictures, Gru é um cara que ama ser malvado. Ele usa um raio congelante para não enfrentar filas, fala e faz maldades com maior prazer e não se importa com os sentimentos das outras pessoas. Seu maior sonho é roubar a lua, e para isso precisa de um raio encolhedor.

Para tentar conseguir o raio, ele precisa se infiltrar na casa de seu maior rival, Vetor. Um menino rico, mimado e que tem diversos equipamentos tecnológicos para usar em suas maldades. Após várias tentativas sem sucesso, Gru vê Margo, Agnes e Edithe venderem biscoitos para seu inimigo e decide adotá-las como forma de utilizá-las para conseguir o raio encolhedor.

Gru é originalmente dublado por Steve Carell, Vetor por Jason Segel, Margo por Miranda Cosgrove, Agnes por Elise Fisher e Edith por Dana Gaier. Já na versão em português, Gru é dublado por Leandro Hassum e Vetor dublado por Marcius Melhem.


Após assistir Meu Malvado Favorito, percebe-se que crianças que esperam ser adotadas idealizam uma família ‘perfeita’ com pai, mãe, irmão, cachorro... Mas que depois de serem adotadas por um homem solteiro, percebem que independentemente do número de integrantes da família, o que realmente importa é o sentimento oferecido a elas e essa reciprocidade. As crianças, principalmente, passam a torcer por um final feliz tanto pra Gru quanto para as três menininhas órfãs.

Durante o filme, a verdadeira realidade do vilão é apresentada, fazendo com que seu lado mal seja uma ‘característica engraçada’ e passamos a torcer pelo personagem. Um dos roteiristas do filme, Ken Daurio, fala sobre como surgiu a ciração para o personagem de Gru. "Amamos a ideia de abraçar um pouco o lado obscuro. Todos querem ser malvados. Todos desejamos não ter que esperar na fila pelo café, aí então desejar ter um raio congelante, para congelar todos e furar a fila".

O 'novo' conceito da família apresentado no longa, ressalta o chefe de família solteiro, sem necessariamente uma presença materna. As três garotinhas tinham uma figura de mãe horrível no orfanato. Gru também não tinha uma relação 'saudável' com sua mãe, então foi uma situação inédita tanto para as crianças como para Gru.
O filme mostra o lado tanto de quem adota e de quem é adotado. ‘Normalmente’, casais buscam nos orfanatos por bebês para adotar. Muitas vezes, crianças que têm irmãos no orfanato, se separam. Adotar a mesma família é muito raro. Em Meu Malvado Favorito, qualquer tipo de preconceito é eliminado. A adoção é apresentada de uma forma natural, o que é interessante, principalmente, por se tratar de um filme infantil.

Portanto, o longa mostra e realidade e os sentimentos de um vilão que tem coração, o desejo de três irmãs de serem adotadas, e como essas duas histórias se unem em prol da felicidade de ambos. Apresentando realmente que ninguém gosta de esperar na fila do supermercado, nem sempre tem um bom relacionamento com a família, mas que os bons sentimentos devem ser lembrados, construindo assim, os melhores momentos da vida.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O Máskara: um herói irreverente e criativo

O filme que virou seriado animado com um protagonista cheio de talento e muito estilo

O Máskara é daqueles filmes que viraram seriado animado que podemos considerar como obra única. O filme data de 1994 e até hoje é lembrado e influencia ainda donos de cachorros que dão aos seus pets o nome do cachorro que, podemos dizer, protagoniza a obra junto com Stanley Ipkiss: o famoso “totó” Milo. Até hoje o desenho passa nas manhãs do SBT e é possível encontrar no Orkut várias comunidades dedicadas ao herói aloprado.

Cena do filme O Máskara
A irreverência do protagonista garante boas risadas. O grande destaque do desenho é seu humor ingênuo e exagerado, mais até que o filme. Quando coloca a máscara o personagem se transfigura e aí está o gancho da história. Ipkiss é um cara sem sorte, frustrado e com frequência expulso de festas, mas certo dia ele encontra uma máscara do deus viking Loki que tem o poder de transformá-lo em uma criatura aloprada, de cabeça verde, roupa amarela e com poderes fantásticos, além de uma habilidade impressionante de realizar seus desejos mais íntimos.

Pouca gente sabe, mas o Máskara foi baseado em uma revista quadrinhos homônima. O gibi é ruim e traz um protagonista diferente: vingativo, justiceiro e que chega até a matar. O Máskara que fez sucesso é um herói mais maluco, que se inspira em elementos dos Looney Tunes, Tex Avery e até mesmo do Pica-Pau.

O filme é protagonizado por Jim Carrey, que na obra demonstra um estilo de interpretação irreverente que parece ter influenciado o ator no papel principal de Ace Ventura 2 - Um Maluco na África. Carrey estrelou outros longas famosos como Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, O Show de Truman e Todo Poderoso. Apesar das boas críticas em boa parte de seus filmes, o ator nunca ganhou nenhum Oscar. O diretor do filme é Charles Russel, que teve em O Máskara uma das suas principais obras em virtude da intensa exploração da sua criatividade, aliada à falta de recursos tecnológicos para a criação de efeitos especiais. Outros filmes famosos dirigidos por ele são Queima de Arquivo, A Hora do Pesadelo 3 e O Escorpião Rei.

Reprodução do seriado animado
Entre o filme e o seriado animado a diferença mais importante é que no primeiro o vilão é Dorian Tyrell, um inescrupuloso gângster que deseja tomar para si a cidade. Já no segundo, os vilões são vários e o desenho ganha um tom mais leve e muito mais cômico. O principal deles é o Dr. Pretorius, um robô cientista do mal que é o arquinimigo do personagem principal.

Ele vive perdendo nas batalhas que trava com o Máskara e sempre faz as hilárias “notas mentais”, que servem como base para ele fazer novos planos contra o herói. Ainda dentro dos vilões, vale destacar também a atrapalhada dupla Gosmento e Cara de Peixe, dois mutantes que tentam destruir a cidade e que são impedidos pelo Máskara.

Ele é um herói megalomaníaco, que vence seus inimigos fazendo coisas absurdas como se transformar num lutador de sumô, pirata ou até mesmo líder de torcida. As mudanças ocorrem sempre após ele girar sobre si mesmo. Outras “armas” usadas são as piadas e ações absurdas carregadas de ironia e sarcasmo. Vale lembrar que Na série animada essa questão é mais explorada que no longa-metragem, o que torna o spin-off do filme muito mais interessante.

Sem dúvida umas das melhores partes do seriado são os jargões que o personagem usa. Os mais conhecidos são “alguém me segure” e “que demais”. E não podemos deixar de lembrar do famoso “mas, primeiro...”, usado sempre que ele vai fazer algum ato heróico, mas decide fazer alguma graça antes disso. Sobra até para o Milo: em muitas cenas o personagem é saudado com um animado “E aí, totó!”.

A obra teve uma continuação fracassada e com bastante críticas negativas com O Filho do Máskara. O filme é tão ruim que chegou a ser indicado em várias categorias da edição 2006 do prêmio Framboesa de Ouro, paródia do Oscar dedicada aos piores filmes, como Pior Ator Coadjuvante, Pior Roteiro e Pior Refilmagem ou Continuação, entre outras, saindo vitorioso (se é que podemos chamar assim) nesta última. De fato o filme é muito ruim e peca em questões básicas como a continuidade da obra e roteiro, além do personagem principal do filme ser muito fraco e não fazer jus à lição de talento e muito estilo que o personagem do desenho animado diz ser.

Ratatouille: qualquer um pode cozinhar

A cozinha francesa nas mãos de um rato

Um rato na cozinha é considerado uma praga que deve ser eliminada de forma implacável, seja com veneno ou uma ratoeira, afinal de contas, esse animalzinho não passa de um ladrão, certo? Depois de assistir Ratatouille (Disney-Pixar, 2007), além de sentir uma enorme vontade de resgatar as velhas receitas da avó ou da mãe e testá-las na cozinha, é possível perceber que um rato na cozinha pode ter outro significado.






Não é aconselhável ver esta animação quando se está com fome, o próprio nome do longa-metragem já é o nome de uma receita e com aproximadamente 1 hora e 50 minutos de muita tentação, fica inevitável não correr para a cozinha logo depois. Porém, mais do que o belo visual de Paris, e as receitas deliciosas, Ratatouille mostra uma mensagem recheada de inspiração e determinação de uma criatura que se menos espera.

Dos mesmos criadores de Os incríveis e Procurando Nemo, o roteiro de Ratatouille foi escrito baseado em um história do diretor Brad Bird. E usa a mesma técnica 3D das animações anteriores, trazendo à tona os conflitos familiares, além de deixar claro, que as novas criações não são mais “desenhos para crianças”.

Ratatouille diverte e mergulha sem medo, no mundo da sofisticação da cozinha francensa, já que a produção do filme contou com a participação de Thomas Keller, um conceituado chef dos Estados Unidos, dono dos restaurantes The French Laudry e do Per Se . Ao unir a animação e a gastronomia o resultado não poderia ser outro, com a atenção aos mínimos detalhes e a repetição em busca da perfeição, elas se tornam irmãs de arte, ambas celebrando o melhor aspecto de se estar vivo.



A principal mensagem do filme se repete inúmeras vezes. Seu verdadeiro significado é que um grande artista pode sair de qualquer lugar. “Qualquer um pode cozinhar” é o nome do livro do chef Auguste Gusteau (Brad Garrett), que inspira Remy(Patton Oswalt), o pequeno ratinho de Ratatouille, a se juntar a Alfredo Linguini, um jovem atrapalhado que precisa manter seu emprego no renomado restaurante Gusteau’s, em Paris.

O minichef, como fica conhecido o ratinho, não só prova que qualquer um pode cozinhar como levanta uma das mais importantes questões do filme, que é o direito de escolher seu próprio destino, não ficando condicionado a seguir algo determinado pela natureza.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Animação: os segredos por trás das histórias

Filmes e desenhos animados trazem um outro mundo repleto de informações e imagens subentendidas. 


Desde crianças somos envolvidos por um mundo colorido e fantasiado dos desenhos e filmes animados. Mas será que todo esse mundo é mesmo só fantasia ou são esses segredos e mensagens ocultas que tornam o filme mais interessante? A cada idade temos uma visão das animações e isso faz com que elas sejam mais fascinantes.

Quando crescemos somos engolidos por informações que nos remetem a bagagem cultural adquirida desde crianças. Como por exemplo, as musicas infantis e seus significados verdadeiros, a cultura religiosa por trás de filmes e contos. E só depois disso que conseguimos entender de verdade até os filmes infantis.

Também há os fascinantes mistérios de ordens secretas; que não só fazem parte de um grande leque de livros e filmes para adultos como há evidências (ou fortes indícios) de seus segredos escondidos em desenhos animados famosos como os de Walt Disney.

O criador dos mais famosos desenhos animados, Walt Disney, era demolay – ordem criada após a primeira guerra mundial para servir como escola filosófica para os jovens que perderam os pais na guerra – e não só era conhecido como era respeitado e iniciava os jovens entre 12 e 21 anos de idade.

Em uma reunião em 1927, Walt iniciou um jovem, até então desconhecido por todos, chamado de Mickey. Ele não estava presente de corpo e sim era um retrato de um curioso e famoso ratinho que virou símbolo mundial da criançada: Mickey Mouse.

Quando em reuniões e iniciações, a roupa usada pelos demolays tem as cores amarelas, branca, preta e vermelha. Obra do acaso? Mickey Mouse é preto e aparece em todos os desenhos com uma bermuda vermelha com botões brancos e sapatos amarelos. Lembrando-se que ele fora criado por um demolay e que o traje usado por eles não mudam desde 1919.

O famoso ratinho apareceu pela primeira vez no cinema no curta intitulado “Steamboat Willie”, em 18 de novembro de 1928, no qual Mickey era dublado pelo próprio Walt Disney. Quando em filmes mais musicais, Mickey veste uma capa vermelha com botões amarelos. A capa usada por demolay é da mesma cor. Coincidência?

A ordem dos demolay é baseada em sete virtudes; assim como a quantidade de anões no desenho A Branca de Neve. As virtudes pregadas são: amor filial, reverência pelas coisas sagradas, cortesia, companheirismo, fidelidade, pureza e patriotismo. Já os sete anões são: zangado, feliz, dengoso, atchim, soneca, mestre e dunga.

A história original de Branca de Neve, a do livro escrita pelos Irmãos Grimm, tem narração e foco diferentes, voltada para os adultos. Já a contada por Walt Disney faz uso dos sete anões.