quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ratatouille: qualquer um pode cozinhar

A cozinha francesa nas mãos de um rato

Um rato na cozinha é considerado uma praga que deve ser eliminada de forma implacável, seja com veneno ou uma ratoeira, afinal de contas, esse animalzinho não passa de um ladrão, certo? Depois de assistir Ratatouille (Disney-Pixar, 2007), além de sentir uma enorme vontade de resgatar as velhas receitas da avó ou da mãe e testá-las na cozinha, é possível perceber que um rato na cozinha pode ter outro significado.






Não é aconselhável ver esta animação quando se está com fome, o próprio nome do longa-metragem já é o nome de uma receita e com aproximadamente 1 hora e 50 minutos de muita tentação, fica inevitável não correr para a cozinha logo depois. Porém, mais do que o belo visual de Paris, e as receitas deliciosas, Ratatouille mostra uma mensagem recheada de inspiração e determinação de uma criatura que se menos espera.

Dos mesmos criadores de Os incríveis e Procurando Nemo, o roteiro de Ratatouille foi escrito baseado em um história do diretor Brad Bird. E usa a mesma técnica 3D das animações anteriores, trazendo à tona os conflitos familiares, além de deixar claro, que as novas criações não são mais “desenhos para crianças”.

Ratatouille diverte e mergulha sem medo, no mundo da sofisticação da cozinha francensa, já que a produção do filme contou com a participação de Thomas Keller, um conceituado chef dos Estados Unidos, dono dos restaurantes The French Laudry e do Per Se . Ao unir a animação e a gastronomia o resultado não poderia ser outro, com a atenção aos mínimos detalhes e a repetição em busca da perfeição, elas se tornam irmãs de arte, ambas celebrando o melhor aspecto de se estar vivo.



A principal mensagem do filme se repete inúmeras vezes. Seu verdadeiro significado é que um grande artista pode sair de qualquer lugar. “Qualquer um pode cozinhar” é o nome do livro do chef Auguste Gusteau (Brad Garrett), que inspira Remy(Patton Oswalt), o pequeno ratinho de Ratatouille, a se juntar a Alfredo Linguini, um jovem atrapalhado que precisa manter seu emprego no renomado restaurante Gusteau’s, em Paris.

O minichef, como fica conhecido o ratinho, não só prova que qualquer um pode cozinhar como levanta uma das mais importantes questões do filme, que é o direito de escolher seu próprio destino, não ficando condicionado a seguir algo determinado pela natureza.

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