O Máskara é daqueles filmes que viraram seriado animado que podemos considerar como obra única. O filme data de 1994 e até hoje é lembrado e influencia ainda donos de cachorros que dão aos seus pets o nome do cachorro que, podemos dizer, protagoniza a obra junto com Stanley Ipkiss: o famoso “totó” Milo. Até hoje o desenho passa nas manhãs do SBT e é possível encontrar no Orkut várias comunidades dedicadas ao herói aloprado.
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Cena do filme O Máskara |
A irreverência do protagonista garante boas risadas. O grande destaque do desenho é seu humor ingênuo e exagerado, mais até que o filme. Quando coloca a máscara o personagem se transfigura e aí está o gancho da história. Ipkiss é um cara sem sorte, frustrado e com frequência expulso de festas, mas certo dia ele encontra uma máscara do deus viking Loki que tem o poder de transformá-lo em uma criatura aloprada, de cabeça verde, roupa amarela e com poderes fantásticos, além de uma habilidade impressionante de realizar seus desejos mais íntimos.
Pouca gente sabe, mas o Máskara foi baseado em uma revista quadrinhos homônima. O gibi é ruim e traz um protagonista diferente: vingativo, justiceiro e que chega até a matar. O Máskara que fez sucesso é um herói mais maluco, que se inspira em elementos dos Looney Tunes, Tex Avery e até mesmo do Pica-Pau.
O filme é protagonizado por Jim Carrey, que na obra demonstra um estilo de interpretação irreverente que parece ter influenciado o ator no papel principal de Ace Ventura 2 - Um Maluco na África. Carrey estrelou outros longas famosos como Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, O Show de Truman e Todo Poderoso. Apesar das boas críticas em boa parte de seus filmes, o ator nunca ganhou nenhum Oscar. O diretor do filme é Charles Russel, que teve em O Máskara uma das suas principais obras em virtude da intensa exploração da sua criatividade, aliada à falta de recursos tecnológicos para a criação de efeitos especiais. Outros filmes famosos dirigidos por ele são Queima de Arquivo, A Hora do Pesadelo 3 e O Escorpião Rei.
Entre o filme e o seriado animado a diferença mais importante é que no primeiro o vilão é Dorian Tyrell, um inescrupuloso gângster que deseja tomar para si a cidade. Já no segundo, os vilões são vários e o desenho ganha um tom mais leve e muito mais cômico. O principal deles é o Dr. Pretorius, um robô cientista do mal que é o arquinimigo do personagem principal.
Ele vive perdendo nas batalhas que trava com o Máskara e sempre faz as hilárias “notas mentais”, que servem como base para ele fazer novos planos contra o herói. Ainda dentro dos vilões, vale destacar também a atrapalhada dupla Gosmento e Cara de Peixe, dois mutantes que tentam destruir a cidade e que são impedidos pelo Máskara.
Ele é um herói megalomaníaco, que vence seus inimigos fazendo coisas absurdas como se transformar num lutador de sumô, pirata ou até mesmo líder de torcida. As mudanças ocorrem sempre após ele girar sobre si mesmo. Outras “armas” usadas são as piadas e ações absurdas carregadas de ironia e sarcasmo. Vale lembrar que Na série animada essa questão é mais explorada que no longa-metragem, o que torna o spin-off do filme muito mais interessante.
Sem dúvida umas das melhores partes do seriado são os jargões que o personagem usa. Os mais conhecidos são “alguém me segure” e “que demais”. E não podemos deixar de lembrar do famoso “mas, primeiro...”, usado sempre que ele vai fazer algum ato heróico, mas decide fazer alguma graça antes disso. Sobra até para o Milo: em muitas cenas o personagem é saudado com um animado “E aí, totó!”.
A obra teve uma continuação fracassada e com bastante críticas negativas com O Filho do Máskara. O filme é tão ruim que chegou a ser indicado em várias categorias da edição 2006 do prêmio Framboesa de Ouro, paródia do Oscar dedicada aos piores filmes, como Pior Ator Coadjuvante, Pior Roteiro e Pior Refilmagem ou Continuação, entre outras, saindo vitorioso (se é que podemos chamar assim) nesta última. De fato o filme é muito ruim e peca em questões básicas como a continuidade da obra e roteiro, além do personagem principal do filme ser muito fraco e não fazer jus à lição de talento e muito estilo que o personagem do desenho animado diz ser.
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